Sobre Carta de Amor de Uma Peregrina ao Caminho de
Santiago
-Peregrina
Antonella:
Fiz o Inesquecível Caminho de Santiago por duas
vezes, em 2003 e 2004, e fiquei impressionado com a
sua narrativa.Você
escreve de uma forma sensível e bela, que nos
emociona a todos os que
trilharam aquela rota sagrada.Sua experiência
foi muito rica, e você,
com todo esse dom que Deus lhe deu, consegue ser fiel
em todos os
detalhes,como somente um grande escritor consegue fazer.Parabéns
e
obrigado pela excelente leitura.
Além
de ter gostado muito do seu livro,me impressionei muitíssimo
bem com a sua forma de encarar a vida, com o seu desapego
aos bens materiais,com o fato de você morar neste
paraíso que atende pelo nome de Arraial D'Ajuda,
enfim, com o seu exemplo de ser humano,como poucos,
mas que deve ser imitado por muitos.Acompanhei,emocionado,
todas as suas aventuras pelo caminho e pela vida, seu
destemor,sua coragem de ir fundo, sua imensa fé.Por
tudo isso, e muito mais, espero que me perdoe esta invasão,mas,
aprendendo a te conhecer e a te respeitar, não
pude ficar indiferente. Senti com você todas as
dúvidas, dores...e como verdadeiro peregrino
que sou, mergulhei por inteiro na sua deliciosa narrativa.
Abraços, e que você seja muito feliz. Ricardo.
Antonella,
Sem
saber se teríamos tempo para uma conversa durante
a sua estada em Brasília, resolvi escrever um
pequeno testemunho, peço desculpa pelos erros,
mas gostaria de compartilhar um pouco tudo o que seu
livro me fez reviver e quanto foi importante nesse momento
da minha vida.
É muito estranho viver e perceber algumas coincidências
que acontecem com a gente: Li o Alquimista quando tinha
uns 14 anos. E foi sem dúvida um livro que me
marcou muito, depois disso, li o Diário de um
Mago, Brida e por último as Valquirias e me desinteressei
pela literatura do Paulo Coelho... não sei explicar,
e não me lembro agora muito bem por que...
Então a primeira pessoa que me "falou"
da existência do Caminho foi o Paulo Coelho, através
do livro. Muitos anos se passaram e depois de quase
10 anos resolvi buscar meu caminho. Estava me formando,
mudando de fase da vida, deixaria de ser estudante,
começaria a trabalhar e nunca mais teria férias
prolongadas... Minhas aulas terminavam em setembro,
minha formatura era em novembro, quase dois meses de
intervalo. Era isso que eu precisava, e em julho eu
resolvi ir e em meados de setembro estava partindo,
nunca tinha viajado sozinha para lugar nenhum, nunca
tinha lido nem um livro sobre o Caminho. Fui a duas
reuniões da associação, sendo uma
no dia 25 de julho, para comemoração do
dia de São Tiago. Então com US$ 1500 que
eu tinha comprei minha passagem e fui. É lógico
que ninguém entendeu nada, meu pai ficou sem
falar comigo um tempo, e minha mãe não
sabia o que fazer, mas me apoiava, porque eu já
havia me decidido e eu ia e eu ia sozinha.
Desde quando eu resolvi ir para a Espanha, eu faço
parte da lista de discussão do caminho, que me
ajudou com muitas dicas e experiências, que sempre
valem a pena serem divididas. Ano passado resolvi fazer
parte do amigo oculto de natal que acontece todo ano
e ganho de presente um livro e um cd, repletos de carinho
e amizade, sempre presente nessa grande família
de peregrinos. O livro foi o "Onze minutos",
e depois de mais de 10 anos estaria lendo de novo o
autor que foi o primeiro a me dar um toque, para algumas
coisas da vida... ok. Legal o livro, muito bom. Meses
depois a autora de algumas partes do diário da
protagonista está em Brasília e vem justamente
lançar um livro sobre o caminho. Vou ao lançamento,
apesar de ter um pouco de receio. Compro os livros por
curiosidade, apesar de estar cheia de coisas para ler.
E que surpresa agradável, confesso que gostei
tanto do que estava lendo que não consegui parar.
Me senti tão bem, ao ver que existem pessoas
que também percebem o quanto é louco viver
nesse "sistema".
Caminhar os 800 km foi uma das melhores coisas que eu
fiz na minha vida, falar sobre o Caminho... não
tem como, cada um tem o seu, como você mesmo diz.
Ao retornar é aquele choque... trabalho, estresse,
viver um dia depois do outro, e ver a vida passar, sem
paz, sem silêncio... não rolou e depois
de 6 meses eu volitei para a universidade, iria fazer
um mestrado, alguma coisa - não quero levar a
vida de "adulto" - tento conciliar o trabalho
e estudo, mas as coisas só pioram e um ano passa
e eu não fiz nada da minha vida, estava parada
no mesmo lugar. Em setembro do ano passado resolvo deixar
o trabalho, e só estudar, e resolvo que preciso
aprender inglês e que tenho que ir para Londres,
mais uma vez, decidido, vou correr atrás, meu
pai diz não ser uma boa hora financeiramente,
mas eu não me importo, a hora era aquela e eu
tinha que ir vendo o meu carro, e vou.
Atualmente, estou assim, sem dinheiro, sem carro...
mas me sinto livre para fazer o que tiver vontade. O
dinheiro sempre aparece e tento aprender a não
me preocupar tanto assim.Obrigada pelo livro, por ter
dividido tudo isso. Espero que possamos manter contato.
Um beijo grande!!
Tudo de bom...Helen
Helen
TRIBUTO PARA ANTONELLA...... (uma peregrina de
outras vidas)
TRIBUTO PARA ANTONELLA......(uma peregrina de outras
vidas) Ela adentrou em minha vida de maneira física,
palpável, real. Chegou no meio da noite como
uma lua que eu esperava. Há muito eu havia previsto
esse reencontro. Em minha consciência não
havia lembranças de outros aspectos, o tempo
havia diluído essas memórias antigas,também
que importância teriam? A essência basta,
diz tudo, rompe as brumas, rasga os véus e celebra
o reencontro. O astral promoveu o novo cruzar de caminhos
e o destino cumpriu suas regras. SABIA QUE NO TEMPO
CERTO ELA VIRIA, e ela veio. Uma atração
misteriosa enlaçou nossos espíritos antigos.Celtas,
Druidas, renascidos depois da catastrófica inquisição,
após a morte coletiva das fogueiras que pune
o inexplicável e condena o "ser diferente"
. Não sei definir essa força similar,não
sei de onde vem, desconheço a origem e a geografia.
Nada sei sobre o sincronismo de pensamentos, também
não importa definições, já
disseram que até as pedras se encontram, MAKTUB,
tava escrito!
No espírito nada se perde, o mundo celeste resguarda
os caracteres originais, promove evoluções
desperta resquícios de vidas e elos que nunca
foram rompidos. As luas e as estrelas seguem iluminando
as noites dos séculos, o homem nem sempre se
dá conta, mas a roda espiritual do tempo ignora
o material e segue o seu curso.
Assim nos encontramos, reencontramos. Tudo estava claro,
definido. O espelho refletiu nossas imagens paralelas.
O que fomos? De onde viemos? Dançamos juntas?
Cultuamos a Deusa? Percorremos a rota medieval do caminho
de Santiago ? Mãe, filha, irmãs, amigas?
Se soubéssemos romper barreiras ocultas, despertar
potenciais adormecidos, descer as escadas sombrias e
voltar a outros "eus", qual seria nosso premio?
Seria ele maior do que o reencontro, do que o laço
afetivo que se estabeleceu e o mistério compactuou
para que fosse mantido o nosso triunfo de almas. Que
loucura pensar que algo nos pertence! Tudo que chega
até nos, chega como um presente, uma dádiva,
como sementes de flores mágicas que atiramos
para o alto, para que germinem em outros campos e revele
novas vidas, se retivermos as sementes elas envelhecerão
e morrerão sem terem cumprido o ciclo da vida....
Ela se foi....Deixou um rastro de luz em minha vida
e na vida de vários peregrinos com quem dividimos
vinhos, risos e sonhos. Nossas almas não ficaram
vazias pois estão repletas de esperanças
da sua volta. Ela se foi....Deixou a primavera no seu
lugar enquanto espalha estrelas.....
Abraços do meu Goiás e do povo que você
cativou!
Carinhosamente,
Foppinha.
Carta de um leitor de Porto Alegre From:
"Pedro Paulo Chassot" <chassot@vanet.com.br>
To: <antonellazara@hotmail.com>
Alô Antonella!
Definitivamente este é o melhor Livro que eu
já li em toda a minha vida. E olha que ando buscando
e lendo há muito tempo. Para que tenhas uma "palhinha"
do que está ocorrendo, olha só! Naquela
mesma noite quando nos encontramos, fui à reunião
do Nosso Grupo de Busca, ele não se chama assim,
estou batizando-o assim, com este nome agora, enquanto
te escrevo. Bem, lá no grupo já foi um
furor, quando contei para a turma o nosso encontro,
e aleatoriamente Li algumas páginas do Livro.
Era tudo o que ansiávamos, Nirvana a vista...
Quando cheguei em casa, me acomodei no melhor lugar
que disponho para leitura, iniciei algo, que de antemão
já sabia iria mudar a minha Vida. Depois de haver
Lido as primeiras quinze páginas, um grande "pânico",
fui até a última página para saber
quantas o Livro tinha, pois fiquei angustiado que aquela
Viagem poderia terminar muito rapidamente. Aliviei-me
um pouco ao folhear as páginas e sentir que muita
coisa maravilhosa iria acontecer. Seguindo a leitura,
lá pela quadragésima quinta ou terceira
página, parei novamente e passei a por uma profunda
reflexão. Nas páginas até ali lidas,
estava uma síntese de todas as conversas, palestras,
experiências pessoais, livros e assim por diante,
por mim "experimentadas" até aquele
momento. Tudo Divinamente Belo...
Enquanto aguardava a chegada do sono, fui curtindo muito
o que havia Lido, ria, ria muito das descobertas, te
curtia demais. Neste momento acho que tomei uma sábia
decisão "Não vou terminar de Ler
este Livro, pois não quero que Ele termine jamais".
Já fazem alguns dias que nos conhecemos e que
fazes parte da minha Vida. Até agora fui até
a metade do Livro e não vou adiante por compromisso
pessoal meu, com a plenitude. O que eu faço agora
é voltar. Leio, dou uma curtida, Releio, dou
mais uma curtida, abro em uma página qualquer
da primeira metade, Leio, Releio, e assim por diante.
Enquanto não ViVER intensamente o que estou Lendo
e Aprendendo, não vou adiante, não quero
ir. Acredito ser esta, uma magnífica preparação
para a segunda metade da Gloria que está por
vir.
Domingo eu ria, ria, ria, ria das barbadas....Divina
Antonella!!!!.... No sábado, parte do grupo reuniu-se
no meu sítio aqui próximo a Pôrto
Alegre. A turma está enlouquecida. Falei que
terias a satisfação em uma proxima vinda
a Pôrto Alegre, conhecer o Nosso Grupo. Todos
já estão Te curtindo desde agora. O que
eu acho é que está nascendo o Grupo de
Estudos da Emoção (Gee), baseado no novíssimo
"Alcorão", A Ciência da Paixão.
Até rimou. Até breve.
Chassot
Carta de uma leitora de São Paulo
Querida Antonella:
Fué muy emocionante recibir tu e-mail, primera
vez que tengo contacto directo con una escritora. Creo
que deberia presentarme mejor, ya sabes mi nombre tengo
40 anos soy Chilena casada tres hijos y hace dos anos
que vivo en Sao Paulo-Brasil.
Te confieso que es mi primera experiencia con el e-mail,
hasta hoy >nadie habia conseguido que me sentara
frente al computador (una de las muchas razones soy
muy mala redactora). El número de teléfono
que me enviaste creo que es de una loja y fué
imposible hablar contigo. Si no fuese inconveniente
para ti, me gustaria que me llamaras al 11-xxxxxxxxx
o me enviaras un número de teléfono para
que pudieramos conversar. Tu libro llegó a mis
manos en un momento muy especial e importante de mi
vida, me gustaria que supieras que la Diosinha no estaba
errada, eres una escritora genial y el mensaje de tu
libro va ajudar a muchas personas a mudar sus vidas
y conseguir ser felices.
Giovanna
Menina,
Depois de 10 horas abraçada com sua "Ciência",
chego ao final do itinerário de minha própria
Paixão...
E como sua "Ciência" me fez recuperar
minha própria história e enaltecê-la
para além de mim mesma! Uma sensação
inusitada de plenitude - esta minha velha amiga, cuja
presença muitas vezes me fez sentir estranha
a este mundo, espécie de extra-terrestre em ambiente
inóspito.
Estou vivendo novamente um caso de Amor e de Paixão
- de uma forma inteiramente inédita. Tem sido
antes de tudo um encontro de almas - como outros que
eu já tive e, neste sentido, sempre me senti
privilegiada.
Porém a diferença é que ambas temos
tido a felicidade de nos maravilhar a cada instante
com a beleza deste encontro. E de nos admirar e descobrir
lugares até então desabitados, embora
a gente saiba que não nos são desconhecidos.
Talvez por isto eu e ela estejamos namorando à
distância com uma intensidade nova: de minha parte,
não como de outras vezes, quando inconscientemente
planejei me relacionar com alguém além-montanhas,
porque ainda não suportava a simples idéia
de querer me casar de novo, depois de três longos
relacionamentos...
Na verdade, ela e eu sabemos muito bem desde o início
que este encontro não foi um mero acaso. E estamos
loucas para nos rever, para nos tocar - em todos os
sentidos. De poder trilhar o caminho das descobertas,
dos sonhos e da intensidade daquele momento eterno e
feliz que a gente consegue se dar algumas vezes e que
nos fazem alcançar o céu por um segundo.
Pois é, Antonella, eu agradeço, no momento
ao universo esta oportunidade de rever minha "trajetória
da paixão" (este antigo exercício
ao qual me dedico, muitas vezes insegura e, em outras,
devo confessar, com verdadeira "paúra",
como dizem meus patrícios italianos), através
da sua Ciência. E, agora, posso entender a razão
do seu empenho e de sua persistência em fazer
com que ela circule pelo mundo.